Fatores de risco para osteoporose10:
Alguns dos fatores de risco para osteoporose podem ser readequados com mudanças de estilo de vida, outros não.
Se você observar um ou mais fatores descritos abaixo, converse com seu médico.
Fatores de risco associados à osteoporose que
podem potencialmente ser alterados:
-
Quedas frequentes?
Quedas são a principal causa de fraturas e qualquer pessoa que caia com frequência (mais de uma vez no último ano) apresenta maior risco de quebrar um osso. Exercícios para melhorar a força muscular e o equilíbrio, bem como estratégia de prevenção de quedas em casa, podem ajudar a reduzir o risco de quedas.
-
Abaixo do peso?
Um índice de massa corporal (IMC) inferior a 19 kg/m2 é um fator de risco para a osteoporose. Estar abaixo do peso pode levar a níveis mais baixos de estrogênio em meninas e mulheres, situação semelhante à pós-menopausa, o que pode contribuir para o desenvolvimento da osteoporose. Ao mesmo tempo, pessoas com ossos frágeis correm maior risco de fratura.
-
Você está tomando sol suficiente?
Você passa menos de 10 minutos por dia ao ar livre (com parte do corpo exposta à luz do sol)? A vitamina D é produzida na pele após exposição aos raios UVB do sol. Ela beneficia a saúde óssea, pois é necessária para a absorção de cálcio.
-
Realiza pouca atividade física?
A falta de atividade física resulta em perda óssea e muscular. Exercícios regulares que envolvem sustentação de peso (como corrida ou caminhada) e exercícios de fortalecimento muscular ajudam a desenvolver e fortalecer ossos e músculos. Consulte um profissional habilitado para prescrever atividades físicas.
-
Está evitando laticínios?
O cálcio, o mineral mais importante para os ossos, está presente principalmente nos laticínios. Se você evita, é alérgico ou intolerante a leite/laticínios e não toma suplementos de cálcio, provavelmente apresenta deficiência de cálcio e maior risco de osteoporose.
-
É fumante?
Se você for fumante atualmente ou se já fumou no passado deve informar seu médico. O tabagismo tem um impacto negativo na saúde óssea.
Atenção: Não realize nenhuma intervenção sem antes consultar com seu profissional da saúde de confiança.
Fatores de risco associados à osteoporose que
não podem ser alterados:
-
Você tem 60 anos ou mais?
Após os 60 anos a mobilidade pode se tornar mais reduzida, aumentando o risco de acidentes, principalmente se os ossos estiverem fracos. Por isso é recomendado realizar os exames periodicamente e estar sempre atento aos sintomas da osteoporose.
-
Quebrou um osso depois dos 50 anos?
Se você quebrou um osso após uma pequena queda (equivalente à sua altura em pé), pode ser por causa da osteoporose. Um osso quebrado é um importante fator de risco para uma nova fratura, estando o maior risco nos dois anos seguintes.
-
Diminuiu sua altura?
A perda de altura superior a 4cm na idade adulta geralmente é causada por fraturas na coluna devido à osteoporose. Nem todas as fraturas na coluna são dolorosas, o que significa que às vezes as pessoas não sabem que têm.
-
Histórico familiar?
Se seus pais tiveram fratura de quadril, você pode apresentar maior risco de desenvolver osteoporose e ter uma fratura. Se um dos seus pais tinha as costas curvadas ou se houver um forte histórico familiar de osteoporose, isso também pode ser um sinal de que você apresenta um risco maior de desenvolver osteoporose.
-
Níveis baixos de testosterona?
Você já sofreu de impotência, falta de libido ou outros sintomas relacionados a baixos níveis de testosterona? Nos homens, a testosterona desempenha um papel semelhante ao estrogênio nas mulheres – níveis mais baixos daquele hormônio afetam negativamente a saúde óssea e podem aumentar o risco de osteoporose.
-
Menopausa precoce?
A sua menopausa ocorreu antes dos 45 anos? O estrogênio tem um efeito protetor sobre os ossos. Quando começa a menopausa, seu corpo produz níveis mais baixos de estrogênio e a taxa de perda óssea aumenta rapidamente.
-
Menstruação interrompida?
Alguma vez a sua menstruação ficou interrompida por 12 meses consecutivos ou mais (exceto em casos de gravidez, menopausa ou histerectomia)? A ausência de menstruação por um longo período pode indicar baixos níveis de produção de estrogênio – um fator que aumenta o risco de osteoporose.
-
Teve os ovários removidos?
Os seus ovários foram removidos antes dos 45 anos de idade, sem terapia de reposição hormonal? Os seus ovários são responsáveis pela produção de estrogênio; a falta deles significa deficiência de estrogênio – um fator que aumenta o risco de osteoporose.
-
Possui Artrite Reumatoide?
A própria artrite reumatoide e o uso de corticosteroides para combater essa doença podem levar à osteoporose.
-
Possui diabetes?
O diabetes tanto tipo 1 quanto tipo 2 tem sido associado ao aumento do risco de fraturas.
-
Hipertireoidismo ou Hiperparatireoidismo?
Hipertireoidismo e hiperparatireoidismo levam a perda óssea e osteoporose.
-
Doenças digestivas?
Quadros como colite ulcerativa, doença de Crohn ou doença celíaca levam à baixa absorção de nutrientes dos alimentos. O aumento do risco de osteoporose deve-se à má absorção de cálcio e outros nutrientes (e geralmente ao baixo peso corporal). No longo prazo, é provável que a saúde óssea não seja afetada em pessoas com doença celíaca que aderem consistentemente a uma dieta sem glúten.
-
Tratamento com glicocorticoides?
Os glicocorticoides, geralmente conhecidos como "esteroides" (por exemplo, prednisona), são frequentemente prescritos para quadros como asma, artrite reumatoide e algumas doenças inflamatórias. O uso de corticoides por mais de três meses consecutivos pode levar à perda óssea, sendo a perda mais rápida nos primeiros 3 a 6 meses de tratamento.
-
Terapia contra câncer de mama ou próstata?
O câncer de próstata e o câncer de mama são tratados através da remoção de hormônios, o que contribui para a perda óssea. Os tratamentos contra o câncer, como quimioterapia, radioterapia e corticosteroides, também afetam negativamente a saúde óssea.